quinta-feira, 29 de outubro de 2009

E agora que o ar condicionado pifou...

A previsão para o próximo feriadão é: Larissa bem passada...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quando eu era criança, minha mãe me esinou algumas coisas. Que quando quiser que alguém me dê passagem, não devo empurrar, mas pedir licença; quando quiser que alguém faça algo por mim ou para mim, não devo mandar ou exigir, mas pedir por favor; quando fizer alguma coisa que venha a machucar alguém, não devo ignorar, mas pedir desculpas.

Fui só eu que aprendi desta maneira???

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Selinhos!

No mês passado, enquanto eu aproveitava as minhas tão sonhadas férias, recebi de Carolina (amiga de fé, irmã camarada e uma das minhas escritoras preferidas) e de Léa (mamãe não só da Carol, mas de todas nós, moradoras de Xeraquentão) este selinho:



Meninas, muito abrigada pelo presente e pela amizade, tanto no mundo real quanto no mundo virtual! Vou repassar o mimo para:

- Welker, que é um blogueiro com um humor simplesmente sensacional, seja nos textos, seja nos comentários. Ele anda meio paradão ultimamente, mas tudo bem, eu perdôo. Merece entrar pra lista de qualquer jeito.

- João, meu querido amigo internauta, leonino sangue bom (eu tô rodeada deles, nunca vi coisa igual), fã de música eletrônica, e que tem o dom de me fazer rir e chorar com suas blogadas.

- Sheron, uma estreante e já viciada no mundo bloguístico e que está se saíndo melhor que a encomenda. Vejam só, também leonina. Eu disse que tô rodeada deles.

- Analu, sagitariana como eu, que sabe fazer uso das palavras como ninguém, e me faz dar muitas gargalhadas com 'causos' do seus dia-a-dia que ela faz questão de compartilhar com seus leitores. Sorte nossa!

- Marilisa, uma das estrelas do Bartolomeu e que tem se mostrado uma blogueira de primeira com seus textos que ora nos divertem, ora nos fazem refletir.



Novamente, na semana passada, recebi um selinho. Desta vez foi a Analu, que já foi citada ali em cima, quem me presenteou:



Valeu, Ana, por ter me escolhido. Só que na verdade o que tu me passou foi um pepino daqueles né? É que uma das regras contidas no selo é escolher dez palavras que definam meu blog. E eu sempre tive problemas com esta coisa de definição em palavras. Prefiro frases. Mas, com muito sacrifício de neurônios, consegui chegar a seis. Ah, tá bom, né? Vamos lá:

- Humor - Desculpa Ana, mas essa tem que ser a minha primeira também. Até porque eu faço um esforço sobrenatural para conseguir arrancar, vez que outra, algumas risadas de todos vocês, meus seis leitores. E na verdade esta palavra sozinha define, em grande parte, não só o meu blog, como a minha vida. Bom humor é fundamental. É claro que sempre existe a TPM, mas mesmo neste período tento achar graça do fato de ser mulher e sentir cólica. E qualé a graça? Eu não disse que tinha, só que eu tentava encontrar alguma...

- Banalidade - Nada de tragédias que assolam o mundo, nem problemas sócio-econômicos, nada disso. Não que assuntos sérios nunca sejam levantados por aqui, é só que a essência deste blog é discutir banalidades. Falar bobagem, sabe?

- Intensidade - Talvez não em tudo que eu escreva, mas de uma maneira geral, acho que a minha intensidade transparece aqui no blog. Mesmo predominando a banalidade. Não é a toa que ele se chama O Elemento Fogo.

- Desabafo - Não é sempre. Na verdade, antigamente era muito mais freqüente aparecer algum dos meus surtos de raiva por aqui, mas sou da opinião de que um blog tem a obrigação moral de exercer a função de um divã! E eu tenho o direito de fazer a tela do computador de vocês de penico, de vez em quando, não é mesmo?

- Deboche - Quem se ofende fácil não pode aparecer por aqui. Sou daquelas que perco 1000 amigos antes de perder uma piada. Geralmente os que mais sofrem nesta área são as loiras em geral e minha santamãezinha, pobre dela.

- Diversidade - Vou encerrar a lista com mais uma palavrinha roubada da Ana. Porque aqui, apesar do humor e da ausência de assuntos 'pesados', fala-se um pouco sobre tudo. O que também é um retrato da minha personalidade eclética.

Bom, foi isso o que consegui garimpar no meu cérebro. E agora, os blogs que eu escolho para receberem o selinho e se definirem em dez palavras, são: Bicho Preferido, Cesto de Lixo, Championship Vinyl, Cólica Mental, Da Janela, Eletronic Jonny, Guria de Porto Alegre, Fatos de Fato, O Antagonista, Penso, Logo Insisto.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Traumas de Trabalho

Hoje em dia, toda vez que eu tenho que treinar um estagiário ou funcionário que vá trabalhar comigo, acabo me tornando um tanto detalhista e óbvia ao dar as explicações da tarefa a ser executada. Digo coisas do tipo 'o céu é azul' ou 'a chuva molha', e ainda acho ruim quando a pessoa me olha com aquela cara de 'Que maravilha! Mandaram uma paciente da ala psiquiátrica para ser minha professora!'

O que eles não entendem é que eu tenho as minhas razões. A primeira delas é a quantidade de loiras que já cruzaram meu caminho. Daquelas que colocam a blusa no lixo e o papel no cesto de roupas sujas. Para estas, toda explicação é indispensável. A segunda razão é que eu comi o pão que o diabo vomitou quando comecei a trabalhar, e teria adorado alguém que me explicasse as coisas como se eu fosse uma criança com Síndrome de Down.

Quando entrei no hospital onde trabalho, estava no penúltimo semestre de faculdade mas não sabia lhufas de farmácia hospitalar. Nunca havia entrado numa nem pra visitar. Desconhecia completamente o tipo de trabalho que ali se realizava. Então caí de para-quedas na dispensação de um hospital SUS que se encontrava em meio ao caos.

No dia da integração, fui levada para conhecer o setor no qual eu trabalharia. Entrei pela porta dos fundos e dei no máximo uns quatro passinhos para dentro e ali fiquei. O responsável que recebeu a mim e aos demais funcionários recém chegados na casa praticamente na porta, não nos convidou nem a dar uma olhada no resto do recinto. Se apresentou e disse: "Como vocês podem ver, aqui tem muito trabalho". Ahhhh... A única coisa que percebi foi a presença de umas mesinhas em formato de L, onde pessoas sentavam em frente a um computador. Não dava pra dizer se eles estavam trabalhando. Podiam estar jogando paciência. Aliás, não dava nem pra garantir com certeza que eu me encontrava em uma farmácia. Podia muito bem ser um escritório de advocacia ou um açougue com tecnologia muito avançada.

Mas tudo bem. Achei que as apresentações formais aconteceriam no primeiro dia de trabalho mesmo, e relaxei. Quando este dia chegou, mal entrei no setor já me mandaram largar minhas coisas no banheiro. Eu não fazia idéia de onde era o banheiro. Da outra vez que eu tive aqui só cheguei a meio metro da porta, lembra? Em seguida fui atacada por uma louca que monologava algo como "dois finais de semana... 6 horas... 12 horas... seu turno... prefere?". Só depois descobri que o que ela queria era saber a minha opinião sobre o esquema da escala de plantões. Aparentemente estava havendo uma discordância entre os funcionários antigos sobre como as coisas deveriam funcionar depois que nós - os novos - chegássemos. E aquela pessoa que eu nunca tinha visto mais gorda na vida estava tentando angariar meu voto, como candidato em véspera de eleição.

Quando enfim consegui me apresentar à chefia, acreditando ingenuamente que era chegada a hora das explicações e dos ensinamentos, tive uma surpresa. Ela me largou numa mesa isolada de tudo e todos, dizendo para uma mulher que eu não conhecia me passar alguma tarefa. A secretária era um amor de pessoa, só que tinha um problema muito sério de dicção, tanto é que eu levei alguns meses para finalmente começar a compreender o que ela dizia. Ela me deu uns comprimidos para individualizar em embalagens plásticas e estocar em umas grandes prateleiras no meio de um corredor. "Se sobrar tu dá para as gurias colocarem nas estações". Heim!? "Tudo bem, pode deixar". Captei a palavra 'gurias'. Então quando chegou na parte das sobras, fui até a mais próxima delas, abri a mão cheia de comprimidos e disse "Ó. Onde eu ponho?" Ela me estendeu uma cumbuca e disse "Coloca aqui". Neste momento pude concluir duas coisas: aquelas mesinhas em formato de L que haviam chamado a minha atenção da primeira vez que estive ali denominavam-se ESTAÇÕES DE TRABALHO. E, não, eu não estava num açougue.

A primeira vez que fui atender o balcão, então, foi O MUST! Porque tudo dentro da farmácia tem abreviação, contração, sigla ou apelido, e as auxiliares de enfermagem quando vão buscar a medicação dizem o que querem economizando as palavras ao máximo. Nada de riqueza de detalhes. Então, neste dia, uma funcionária da UTI me arremessou uma prescrição e disse: "12 bica". Eu virei de costas para ela observando, catatônica, o pedaço de papel. Será que ela tinha me xingado? Que diabos seria '12 bica'? Parada feito estátua de costas para o balcão, ponderava minhas opções. Afortunadamente tomei a decisão de agir bem há tempo de evitar que a funcionária me arremessasse algum objeto pontiagudo na nuca. Me dirigi até minha segunda 'professora' e entreguei a prescrição a ela. O diálogo foi o seguinte:

- Ela pediu 12 bica.

- Ah tá, pode dar os 12 bica pra ela. Tá como complemento do soro e não como item da prescrição, mas não tem problema.

- Tá, Lu, mas, hã... o que é BICA!

- Ahahahahahahahahah! É o BICARBONATO DE SÓDIO. Umas ampolinhas que ficam aqui neste armário.

Aí sim, começamos a falar a mesma língua. É por essas e outras que sempre parto do princípio de que novatos são acéfalos. Explico tudo nos mínimos detalhes, com mímicas e dezenhos. Melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

domingo, 18 de outubro de 2009

Dica de Leitura

Acabo de ler O Anjo e o Resto de Nós, da Letícia Wierzchowski, e estou apaixonada. Já faz alguns anos que recebi como indicação de leitura o primeiro livro desta autora gaúcha, conhecida mais pela obra A Casa das Sete Mulheres do que por qualquer outra, mas até então ele esteve esgotado. Quando finalmente me caiu em mãos, devorei-o imediatamente.

O Anjo e o Resto de Nós conta a história de uma família que se inicia no começo do século XX, quando o boticário Apolinário Flores conhece Rosa, uma menina de 15 anos que tem um cheiro completamente diferente de todos os outros que Apolinário conhecia, e que fez com que ele se apaixonasse imediata e perdidamente.

Durante os sete anos em que permaneceram casados, Apolinário e Rosa Flores tiveram quatro filhas mulheres, todas com nomes de flor: Violeta, Margarida, Gardênia e Rosa Arcádia. Quando nasceu a última, num parto complicado, morreu a mãe deixando as meninas órfãs. Então, com o pai se entregando completamente à insanidade após perder a mulher, elas acabaram sendo criadas por Macumba, um escravo negro alforriado, que bateu um belo dia na porta dos Flores pedindo comida e lugar para passar a noite, e dali nunca mais saiu. Foi das meninas pai e mãe.

A narrativa traz uma seqüência ininterrupta de fatos que nos deixam praticamente sem fôlego, pela sua natureza e pela velocidade com que acontecem. Em O Anjo e o Resto de Nós, a autora transporta o leitor para a realidade fantasiosa de uma família completamente louca, que vive seu dia-a-dia de alegrias e tragédias à sua maneira, nos fazendo sentir o prazer a dor dos personagens como se fossem nossos.

Acho que a Letícia é uma das poucas autoras cujos livros me chegam em mãos com grandes expectativas e terminam por correspondê-las completamente. Não houve surpresas. Eu esperava cada uma das emoções que a leitura me despertou. Pulei do riso às lágrimas ao riso novamente uma pá de vezes. Não há como não recomendar O Anjo e o Resto de Nós. Garanto que quem ler não se arrependerá.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Voltei!

Aqui estou! Na verdade eu voltei de férias já faz duas semanas, mas só tô dando o ar da graça agora porque, bem, vocês sabem, o corpo e a mente demoram um pouco a se readaptar à velha rotina, principalmente depois de passar um período no paraíso.

A viagem a Natal-RN foi maravilhosa, óbvio. O hotel era espetacular, café da manhã delicioso, uma vista de tirar o fôlego e definitivamente o melhor colchão em que eu já dormi na vida. Não acordei com dor nas costas nenhum dia, o que é um milagre, no meu caso!

Tomei muito sol, banho de mar, de lagoa, de rio e até de lama! Andei de dromedário, esquibunda, aerobunda, buggy com emoção, e mais tudo o que tive direito. Sem contar o mergulho, como sempre.

O único ponto negativo foi um grupo de velhas paranaenses que estavam no nosso ônibus. Muito escandalosas, algumas simpáticas outras não, mas todas muito mal educadas. Lembram da Naná, do último Big Brother? Imaginem 17 daquelas gritando todas ao mesmo tempo nos seus ouvidos. Haja 'neosa' para impedir nossas cabeças de explodirem. Mas enfim, é o preço que se paga por viajar, nunca se sabe com que tipo de outros turistas vamos nos deparar.

Agora, a grande decepção mesmo é chegar em Porto Alegre, depois de uma semana de sol com brisa nordestina, e se deparar com chuva e umidade. Acho que ano que vem vou em outubro ou novembro, assim pelo menos quando voltar poderei continuar tomando sol para manter o bronze...

Enfim, de volta à realidade. Aos poucos vou me atualizando nos blogs que eu leio. Vou deixar umas fotinhos para matar a curiosidade de vocês.



Merulhando com cilindro em Maracajaú



Andando de dromedário



Banho de lama que cura tudo



P.S. FELIZ DIA DAS CRIANÇAS A TODOS!!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Oh, tão esperadas férias!!!!

Pessoas, estou saíndo de férias amanhã! Vou passar uma semaninha no nordeste (que ruim, né?), portanto ficarei ausente por este breve período. Mas, hei, eu já fiquei períodos maiores sem dar as caras e sem motivos suficientemente importantes, portanto, isso não é nada. Na volta conto como foi o passeio! Se comportem na minha ausência! Bjs!